Domingo, Julho 17, 2011
Segunda-feira, Maio 09, 2011
Quinta-feira, Maio 05, 2011
Quarta-feira, Maio 04, 2011
de pés
juntos
que não.
ele disse:
-senhora, queira me desculpar, ainda estamos de recesso.
e era só mais um.
ela foi.
- senhor,
os documentos, os registros, alguns papéis
e horas
na fila
meio dia
aves,
maria
sem graça
não reza
não
ri
horas de sons
pendurada de cordas
algum trecho que salve
se há saída
se há mais ais
de espadas
fixas
ás
fixias
e
ele disse:
-não tente entender ou pedir nada
hora de ir
e continuou
já
não podem mais
as palavras
abertas
fechaduras
são pedras
não podem mais as infâncias
os antigos
sonhos de brincar.
juntos
que não.
ele disse:
-senhora, queira me desculpar, ainda estamos de recesso.
e era só mais um.
ela foi.
- senhor,
os documentos, os registros, alguns papéis
e horas
na fila
meio dia
aves,
maria
sem graça
não reza
não
ri
horas de sons
pendurada de cordas
algum trecho que salve
se há saída
se há mais ais
de espadas
fixas
ás
fixias
e
ele disse:
-não tente entender ou pedir nada
hora de ir
e continuou
já
não podem mais
as palavras
abertas
fechaduras
são pedras
não podem mais as infâncias
os antigos
sonhos de brincar.
Segunda-feira, Abril 18, 2011
Domingo, Fevereiro 20, 2011
Quarta-feira, Dezembro 22, 2010
Quarta-feira, Maio 26, 2010
Sábado, Dezembro 12, 2009
Quinta-feira, Dezembro 10, 2009
Escrevo
arremessando meu corpo nesta presença, todo ele desejos.
Busco as pedras de baixo da terra, mas meus tornozelos coçam.desconfortável coçar meus tornozelos e agora me parece que resolvi escrever cartas.
Fosse possível costurar esse hiato.
e partilhar daqueles pássaros que voam sobre as araucárias e continuam voando
de como é bonito ver as tardes irem embora e as gaivotas mergulharem.
alguns esboços uma lagarta verde
o céu que é mais estrelado em Bocaína
água viva nas últimas horas silenciosas
um músculo nas costas que dói,
e continuar os dias
com o tempo escorrendo pelas pernas.
arremessando meu corpo nesta presença, todo ele desejos.
Busco as pedras de baixo da terra, mas meus tornozelos coçam.desconfortável coçar meus tornozelos e agora me parece que resolvi escrever cartas.
Fosse possível costurar esse hiato.
e partilhar daqueles pássaros que voam sobre as araucárias e continuam voando
de como é bonito ver as tardes irem embora e as gaivotas mergulharem.
alguns esboços uma lagarta verde
o céu que é mais estrelado em Bocaína
água viva nas últimas horas silenciosas
um músculo nas costas que dói,
e continuar os dias
com o tempo escorrendo pelas pernas.
Terça-feira, Dezembro 08, 2009
Quarta-feira, Dezembro 02, 2009
Sexta-feira, Novembro 27, 2009
mais isso:
toda obscena levando
à língua
os dentes
me rompendo as conjunções, te escrevia
tão sem razão
que devia aprender um dia a fazer cautelas de almoço.
.
por isso fui rever os textos,
que pelos fios faísco
teu acesso
até lenhar fogo nas letras
outros litros inflamáveis
e havia uma placa na porta
Grande
que de vermelho estava escrito: PERIGO
era bonita, e chegamos perto, era muito bonita.
nunca
dissessem nada
e memória;
essas invenções que acontecem, essas alças que arrebentam,
esse vôo alto e cego.
meio mar de mel.
PERIGO fosse de entrar.
mas há uma pedra que me escura
do abismo
e
eu não vejo
quase nunca.
são aquelas outras fantasias encarnadas e
minhas asas soltas se abrem pela boca que ri,
cortam caminho, mijam no atalho.
mais mel
mais mar
e multa !
- são só soldados na vigilância -
controlando a ordem
queriam lavar os sonhos de colorir a cidade.
se eu era louca?
repeti trinta vezes que não.e decidi correr.
e correndo
um menino que dançava me viu.
falava russo.e baixo.e pouco.
tornava a correr.
entornava a ficar
ainda via aquela casa de brinquedos.
aberta.
as curvas se esticavam.aqueles elefantes chegavam perto e as ciganas.
era noite.
não queria mais saber sobre as linhas das mãos.
não queria os registros depois.só caber naquilo.descabendo
como se um tapete levasse longe sem marcações.
as orelhas grandes daquele bicho
os mistérios daquela história
o sabor de não ser sal
de não ser cedo
só solturas e
forças que se encontram porque são os corpos
durante
sem tempo
e possíveis
suspendendo as manhãs de sábado
e quando veio mais
já era outono
viver
sem verbos
só silêncio nas notas
toda obscena levando
à língua
os dentes
me rompendo as conjunções, te escrevia
tão sem razão
que devia aprender um dia a fazer cautelas de almoço.
.
por isso fui rever os textos,
que pelos fios faísco
teu acesso
até lenhar fogo nas letras
outros litros inflamáveis
e havia uma placa na porta
Grande
que de vermelho estava escrito: PERIGO
era bonita, e chegamos perto, era muito bonita.
nunca
dissessem nada
e memória;
essas invenções que acontecem, essas alças que arrebentam,
esse vôo alto e cego.
meio mar de mel.
PERIGO fosse de entrar.
mas há uma pedra que me escura
do abismo
e
eu não vejo
quase nunca.
são aquelas outras fantasias encarnadas e
minhas asas soltas se abrem pela boca que ri,
cortam caminho, mijam no atalho.
mais mel
mais mar
e multa !
- são só soldados na vigilância -
controlando a ordem
queriam lavar os sonhos de colorir a cidade.
se eu era louca?
repeti trinta vezes que não.e decidi correr.
e correndo
um menino que dançava me viu.
falava russo.e baixo.e pouco.
tornava a correr.
entornava a ficar
ainda via aquela casa de brinquedos.
aberta.
as curvas se esticavam.aqueles elefantes chegavam perto e as ciganas.
era noite.
não queria mais saber sobre as linhas das mãos.
não queria os registros depois.só caber naquilo.descabendo
como se um tapete levasse longe sem marcações.
as orelhas grandes daquele bicho
os mistérios daquela história
o sabor de não ser sal
de não ser cedo
só solturas e
forças que se encontram porque são os corpos
durante
sem tempo
e possíveis
suspendendo as manhãs de sábado
e quando veio mais
já era outono
viver
sem verbos
só silêncio nas notas
Sábado, Outubro 24, 2009
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