Quarta-feira, Maio 04, 2011

no hips of tradition
ontem

arrumava as malas
hoje
sem escolher as tintas as giletes os tratados
tudo vem vagão
de
trem confuseé
mão dupla no Tom
Zé.
mais um chopp, Chopin!
de pés
juntos
que não.

ele disse:
-senhora, queira me desculpar, ainda estamos de recesso.
e era só mais um.
ela foi.
- senhor,
os documentos, os registros, alguns papéis
e horas
na fila
meio dia
aves,
maria
sem graça
não reza
não
ri
horas de sons
pendurada de cordas
algum trecho que salve
se há saída
se há mais ais
de espadas
fixas
ás
fixias
e
ele disse:
-não tente entender ou pedir nada
hora de ir
e continuou

não podem mais
as palavras
abertas
fechaduras
são pedras
não podem mais as infâncias
os antigos
sonhos de brincar.

Quarta-feira, Abril 20, 2011

astrólago: um mapa
cosmo água e terra
que se encontram
no arco da íris

Segunda-feira, Abril 18, 2011

que os dias sejam essa passagem milagrosa pelo tempo
na duração dos afetos
habilidade prazerosa de ser inspirado pelos acontecimentos
direção apaixonada
do coração nesse estado de constante descobrimento
mergulhar cósmico do encontro

amar.

Quinta-feira, Abril 14, 2011

Quarta-feira, Dezembro 22, 2010

sonhar estradas
nuvens solos
ametista algodão doce

cadernos:

chuva cadeira de praia castelinho
caramelo peixes
sonhar estrelas ruas

Quarta-feira, Maio 26, 2010

os tantos tons de azul me escorrem
liquidos lagos na maior parte do tempo
algumas algas memórias

Sábado, Dezembro 12, 2009

Quinta-feira, Dezembro 10, 2009

Escrevo
arremessando meu corpo nesta presença, todo ele desejos.
Busco as pedras de baixo da terra, mas meus tornozelos coçam.desconfortável coçar meus tornozelos e agora me parece que resolvi escrever cartas.
Fosse possível costurar esse hiato.
e partilhar daqueles pássaros que voam sobre as araucárias e continuam voando
de como é bonito ver as tardes irem embora e as gaivotas mergulharem.
alguns esboços uma lagarta verde
o céu que é mais estrelado em Bocaína
água viva nas últimas horas silenciosas
um músculo nas costas que dói,
e continuar os dias
com o tempo escorrendo pelas pernas.

Terça-feira, Dezembro 08, 2009

"Lóri passara da religião de sua infância para uma não-religião e agora passara para algo mais amplo: chegara ao ponto de acreditar num Deus tão vasto que ele era o mundo com suas galáxias: isso ela vira no dia anterior ao entrar no mar deserto sozinha."

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

mais isso:
toda obscena levando
à língua
os dentes
me rompendo as conjunções, te escrevia
tão sem razão
que devia aprender um dia a fazer cautelas de almoço.
.
por isso fui rever os textos,
que pelos fios faísco
teu acesso
até lenhar fogo nas letras
outros litros inflamáveis
e havia uma placa na porta
Grande
que de vermelho estava escrito: PERIGO
era bonita, e chegamos perto, era muito bonita.
nunca
dissessem nada
e memória;
essas invenções que acontecem, essas alças que arrebentam,
esse vôo alto e cego.
meio mar de mel.
PERIGO fosse de entrar.
mas há uma pedra que me escura
do abismo
e
eu não vejo
quase nunca.
são aquelas outras fantasias encarnadas e
minhas asas soltas se abrem pela boca que ri,
cortam caminho, mijam no atalho.
mais mel
mais mar
e multa !
- são só soldados na vigilância -
controlando a ordem
queriam lavar os sonhos de colorir a cidade.
se eu era louca?
repeti trinta vezes que não.e decidi correr.
e correndo
um menino que dançava me viu.
falava russo.e baixo.e pouco.
tornava a correr.
entornava a ficar
ainda via aquela casa de brinquedos.
aberta.
as curvas se esticavam.aqueles elefantes chegavam perto e as ciganas.
era noite.
não queria mais saber sobre as linhas das mãos.
não queria os registros depois.só caber naquilo.descabendo
como se um tapete levasse longe sem marcações.
as orelhas grandes daquele bicho
os mistérios daquela história
o sabor de não ser sal
de não ser cedo
só solturas e
forças que se encontram porque são os corpos
durante
sem tempo
e possíveis
suspendendo as manhãs de sábado
e quando veio mais
já era outono
viver
sem verbos
só silêncio nas notas